
Escrito no dia 02 de março de 2011
Estou sentada em frente ao Shopping Barra Square esperando dar 10h para entrar para uma reunião. Enquanto isso, como não estou mais podendo contar com o meu companheiro diário, o vício do cigarro, resolvi escrever.
Muitos ainda não sabem, mas descobri que estou grávida na semana passada. Minha primeira reação foi a de total desespero. Ao escutar pessoas queridas, também no desespero, dizendo para eu “tirar”, fiquei mais desesperada ainda. Jamais teria coragem de fazê-lo. Sempre falei isso. E, passando pela situação, com meu bebê dentro de mim, tive mais certeza ainda.
E agora? Como darei a notícia? Afinal não sou casada, ainda moro na casa dos meus pais, e estou me formando exatamente este ano.
Falei com o personagem principal, o pai. Ele não soube o que fazer. Ficou perdido e desesperado. E, claro, para ele tomar uma decisão seria difícil sim, mas não tanto quanto seria para mim.
No dia seguinte fomos conversar no Parque Lage, Jardim Botânico. E lá decidimos que teríamos nosso bebê e daríamos tudo de nós para criá-lo da melhor maneira possível, num lar cheio de amor. E no mesmo dia fomos ao laboratório para fazer a primeira ultra. Ficamos tão emocionados ao escutar o coraçãozinho batendo forte. Saber que nós fomos os responsáveis por mais uma vida. Muito emocionante.
Estou muito feliz. Cheia de medo, pois ainda não completei dois meses. Estou com 7 semanas, e o tão temido “3 meses” ainda não passou. Mas com fé de que tudo dará certo, pois a alegria de saber da existência dele é imensa e contagiante.
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